Vintage Blogging.

Várias vezes eu pensei em arrumar esse blog e levar mais a sério esse universo de blogar que cresceu tanto. Por preguiça, esquecimento, ou até descaso, não aconteceu. Hoje eu até acho bom, pois seria pelos motivos errados.

Seria por ler muitos blogs desde o início, acompanhar o seu crescimento e presenciar as responsáveis ganhando dinheiro com isso. Seria superficial e bastante desgastante. Seria criar um personagem para eu interpretar na vida real e online para poder ter um ganha pão. Não que todas façam isso, entro em blogs bem legais com personalidade, os quais percebe-se que elas se divertem e gostam bastante do que fazem. Não acho, por exemplo, que a Betty sofra escolhendo looks e fotografando. Mas para mim seria exaustivo, ter que escolher o que vestir pelo menos 2 vezes por semana para fotografar. O que veriam não seria eu, pois o que eu uso todos os dias mesmo, é muito básico, é muito confortável, desinteressante. Tutoriais de maquiagem chegariam perto do inexistente levando em conta que eu só sei fazer um tipo de maquiagem, aquele que uso todos os dias (corretivo + blush + rímel + balm), com alterações apenas em saídas quando incluo um batom. E eu amo roupas, amo sapatos e amo MUITO maquiagem.

Mas é claro que para eu escrever sobre isso eu estava pensando sobre o assunto. Isso porque eu gostaria de ter esse “Dom” que alguns têm apenas por um motivo: fazer o que gosta de qualquer lugar do mundo. Eu quero fazer vários cursos e especializações, mas eu não tenho dinheiro. Para ter dinheiro eu preciso trabalhar. O trabalho é fixo em uma cidade e tem suas horas e dias estabelecidos. E assim eu vou sonhando com o que quero fazer enquanto trabalho sentada no mesmo lugar por muito tempo. Mas há quem trabalhe todos os dias precisando apenas de um Notebook e conexão à internet. Essa pessoa pode escrever da China, da Rússia, da Escócia ou do Sudão. Desenvolve seu próprio horário e rotina de trabalho. E isso no momento, é uma das minhas maiores ambições.

Boba eu de pensar que é apenas a minha ambição. Todo escritor deve achar que o ápice de seu trabalho é ter essa liberdade de criação e mobilidade. Que bom seria se os blogs ainda fossem como em 2002, quando escrevíamos passagem do dia como em diários e nos conectávamos com nossos poucos leitores, assim como eles conosco. Mas hoje, em números bem maiores, claro. Sem tanto padrão, sem tanta similaridade com revista, e com mais personalidade. E cada um teria patrocínios condizente com o seu perfil. Talvez ninguém conseguisse se sustentar de blogs, mas conheceríamos mais cada um nesse mundo de dados.

Talvez um dia eu consiga vir aqui e contar que estou em tal lugar, estudando tal coisa. Contar sobre o meu dia e ainda postar um texto das zilhões de coisas que passam pela minha cabeça.

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Reconheça o amor.

Reconheça o amor.

Há no mundo quem não reconheça o amor. Pessoas que medem seu tempo em estudos e trabalho, e analisam suas vidas de acordo com os bens que possuem. Respeitam seu pais e relativos próximos. Mas quando dormem sentem um vazio que não sabem de onde vem, algo sem sentido e sem nome.
Porém, há aquele sem nada, que sentado no ônibus em um dia de chuva sorri quando o shuffle toca uma música especial. Sorri aos ver seus pais rindo de pequenas besteiras da televisão, e quase morre de amor ao receber aquela mensagem simples, com apenas um “saudades”.
Essas são pessoas que reconhecem no amor e não esperam seu retorno, pois sabem que ele existe.
Eu tenho sorte de ser uma dessas pessoas. Muitas coisas são difíceis de encarar na vida, mas se você reconhece o amor em uma música, em uma chuva, em um perfume, no abraço dos seus pais, no amor dos seus amigos… é nisso que você deve se prender.
Não há anti-depressivo no mundo que te dê a felicidade de um abraço sincero ou o consolo da sua amiga enquanto você chora.
Por isso, não se prenda à um bem material que te alegra por minutos, ou desperdice o tempo sem olhar pela janela. Reconheça o amor a sua volta, e se precisar chorar de tristeza, chore sabendo que pelo menos, você sabe o que é o amor.